A dois (in memoriam)

.

.

Sempre que olho nosso túmulo
Jogo alguma coisa nele
Não sei se flores ou se nada

Ou se um nada de lágrimas forçado

Ora eu sempre visito onde um dia morremos
E mesmo quando deixo um nada
Deixo
Por já ter deixado muito em nossas vidas

Ora eu sempre nos visito
E sempre algo fica
E sempre ainda vou ou ainda venho
Ao nosso cemitério

Só que mesmo mortos juntos
Nunca te vejo nos visitar

.

.

.

2 Responses to “A dois (in memoriam)”

  1. EU Says:

    BONITO, TRISTE, ESTA DONA TE FAZ SOFRER HEIM!

  2. Solange Says:

    eu não resisti à sua dor? indiferença?poste mais poemas assim!e voltei para postar um poema de improviso,inspirado no seu:

    A funérea saudade,
    Vencida se esquece da vida,
    E do muito da lembrança que se tinha
    Resta pouco para dizer-se: te amo.

Leave a Reply

::: Vida, morte, poesia, desencanto :::